sábado, 28 de junho de 2014

Lei obriga escolas a exibirem filmes brasileiros


Agora é lei. As escolas brasileiras terão de exibir filmes nacionais ao seus alunos. A obrigatoriedade já está em vigor, determinada pela Lei nº 13.006, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (27/6). O texto da lei ainda determina que serão exibidos um filme por mês durante o ano letivo.
“A exibição de filmes de produção nacional constituirá componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica da escola, sendo a sua exibição obrigatória por, no mínimo, duas horas mensais”, determina a Lei. A regra vale para todas as escolas do Ensino Fundamental, ou seja, até o 9º ano do antigo primário.
A nova Lei é assinada pela presidente Dilma Rousseff e pelos ministros da Educação, Henrique Paim, e da Cultura, Marta Suplicy. Na prática, a nova regra acrescenta o parágrafo 8º ao artigo 26 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Entre outros pontos que a música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular, assim como o ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais.
A lei ainda estabelece como obrigatório, o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.
O autor do projeto, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), defende que a arte deve ser parte fundamental do processo educacional. Argumenta também, ao defender a proposta, que a criança que não tem acesso a manifestações artísticas usualmente se transforma em um adulto desinteressado por cultura e que, por conta disso, perde a chance de ter o “deslumbramento com as coisas belas”. Cristovam também defendeu que o cinema é a arte mais fácil para ser levada às escolas.

sábado, 7 de junho de 2014

Professor usa 'Lepo Lepo' em prova de filosofia


Ao abrir a prova aplicada na aula filosofia, uma das turmas do 1º ano do ensino médio de uma escola de Pedro Canário, no Norte do Espírito Santo, se surpreendeu ao ter que responder uma questão sobre a música "Lepo Lepo". Na questão, os alunos deveriam associar o trecho citado na avaliação a questões da sociedade no contexto atual. Assim como Valesca Popozuda em uma prova do Distrito Federal, o compositor da canção, o baiano Marcio Vitor, também foi citado como pensador contemporâneo pelo professor  Maurício de Menezes Matos. A prova aconteceu nesta segunda-feira (4).
Nem gosto muito da música, mas está no dia a dia dos meninos e acabei utilizando, porque eles se identificam"
Maurício de Menezes,
professor
Para Maurício, não há motivos para que os alunos tenham se surpreendido, já que um método de ensino "inusitado" é uma característica já conhecida do professor. "Eu trabalho sempre com algo diferente nas aulas de filosofia e história. Uso novas tecnologias, crio paródias, organizo gincanas e falo de assuntos polêmicos para estimular o pensamento crítico deles", explicou.
Ainda segundo o professor, a escolha da música não teve a ver com o gosto pessoal dele, que mesmo sendo de Salvador, disse não ser fã do ritmo. "Nem gosto muito da música, mas está no dia a dia dos meninos e acabei utilizando, porque eles se identificam.  Se eu colocar uma orquestra sinfônica, eles dizem que é coisa de velho, algo ultrapassado. Dessa forma eu tento me aproximar deles, diminuir essa distância entre aluno e professor".
Opinião:
De certa forma seja música, filme, documentário ou ate mesmo textos de pensadores qualificados como grandes mestres por terem feito algo inovador, tudo vai depender de como é utilizado pelo professor em sala de aula, a forma como a didática dele é aplicado é o que vale e o qualifica como bom ou bobo. Em todas as partes podemos fazer analises profundas do tema seja qual for não precisa ser surreal para ser intelectual basta ser compreendido o como deve ser feito. Para dar uma pequena mostra de por que meu ponto de vista é favorável ao uso dos temas atuais e letras atuais têm essa charge onde expõe a visão oposta ao uso normal e coloquial de letras. Vale salientar que nem sempre o bem os GRANDES MESTRES foram aceitos e entendidos, o futuro é quem fica responsável por definir títulos finais.


Falando nisso:
Castro Alves
Não foi só a inspiração criativa, nem tampouco a forma vigorosa da escrita e muito menos a solidariedade para com um Brasil pouco compreendido. O que Jorge Amado buscou no poeta abolicionista Castro Alves foi um modelo narrativo para pensar o país, a partir dos tipos populares celebrados no século XIX em poemas políticos como Navio Negreiro, produzido em plena luta contra a escravatura.
Castro Alves orientou sua poesia para a luta política de libertação dos escravos tanto por sua origem negra, de onde herdou a cor mulata, quanto pela necessidade de produzir uma obra artística que tivesse o rosto do Brasil esquecido. Uma obra relatada nas praças públicas de Salvador, na Bahia, pelo jovem poeta que não se contentava somente em escrevê-la, mas divulgá-la aos quatros cantos da cidade para lembrar o sofrimento dos irmãos escravos. Uma luta que durou enquanto suportou a vida, já que aos 24 anos morreu tuberculoso, pobre e esquecido.
A força interior, a integridade e o reconhecimento de sua origem deram a Castro Alves o título do maior poeta político do Brasil do século XIX ao lado do escritor Machado de Assis, também mulato que, no entanto, escondeu o quanto pode a sua origem. Jorge Amado seguiu a trilha deixada por Castro Alves ao optar retratar os tipos populares a partir de categorias universais de criação, mas no ambiente específico da região. Jorge Amado deixou que sua obra fruisse espontânea, sem origem literária, apenas pautada pela vontade de expor o Brasil a nú, o Brasil contraditório, o Brasil dos preconceitos sociais, tal como fez Castro Alves.


Fontes:
http://www.citi.pt/cultura/literatura/romance/jorge_amado/castro_alves.html

http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2014/06/lepo-lepo-vira-questao-em-prova-de-filosofia-em-escola-do-es.html

domingo, 1 de junho de 2014

Monólogo das Mãos

Para que servem as mãos?

As mãos servem para pedir, prometer, chamar, conceder, ameaçar, suplicar, exigir, acariciar, recusar, interrogar, admirar, confessar, calcular, comandar, injuriar, incitar, teimar, encorajar, acusar, condenar, absolver, perdoar, desprezar, desafiar, aplaudir, reger, benzer, humilhar, reconciliar, exaltar, construir, trabalhar, escrever......

As mãos de Maria Antonieta, ao receber o beijo de Mirabeau, salvou o trono da França e apagou a auréola do famoso revolucionário;
múcio Cévola queimou a mão que, por engano não matou Porcena;
foi com as mãos que Jesus amparou Madalena;
com as mãos David agitou a funda que matou Golias;
as mãos dos Césares romanos decidiam a sorte dos gladiadores vencidos na arena;
Pilatos lavou as mãos para limpar a consciência;
os anti-semitas marcavam a porta dos judeus com as mãos vermelhas como signo de morte!

Foi com as mãos que Judas pôs ao pescoço o laço que os outros Judas não encontram.

A mão serve para o herói empunhar a espada e o carrasco, a corda;
o operário construir e o burguês destruir;
o bom amparar e o justo punir;
o amante acariciar e o ladrão roubar;
o honesto trabalhar e o viciado jogar.

Com as mãos atira-se um beijo ou uma pedra, uma flor ou uma granada, uma esmola ou uma bomba!

Com as mãos o agricultor semeia e o anarquista incendeia!

As mãos fazem os salva-vidas e os canhões;
os remédios e os venenos;
os bálsamos e os instrumentos de tortura, a arma que fere e o bisturi que salva.

Com as mãos tapamos os olhos para não ver, e com elas protegemos a vista para ver melhor.

Os olhos dos cegos são as mãos.

As mãos na agulheta do submarino levam o homem para o fundo como os peixes;
no volante da aeronave atiram-nos para as alturas como os pássaros.

O autor do "Homo Rebus" lembra que a mão foi o primeiro prato para o alimento e o primeiro copo para a bebida;
a primeira almofada para repousar a cabeça, a primeira arma e a primeira linguagem.

Esfregando dois ramos, conseguiram-se as chamas.

A mão aberta, acariciando, mostra a bondade;
fechada e levantada mostra a força e o poder;
empunha a espada a pena e a cruz!

Modela os mármores e os bronzes;
da cor às telas e concretiza os sonhos do pensamento e da fantasia nas formas eternas da beleza.

Humilde e poderosa no trabalho, cria a riqueza;
doce e piedosa nos afetos medica as chagas, conforta os aflitos e protege os fracos.

O aperto de duas mãos pode ser a mais sincera confissão de amor, o melhor pacto de amizade ou um juramento de felicidade.

O noivo para casar-se pede a mão de sua amada;
Jesus abençoava com as mãos;
as mães protegem os filhos cobrindo-lhes com as mãos as cabeças inocentes.

Nas despedidas, a gente parte, mas a mão fica, ainda por muito tempo agitando o lenço no ar.

Com as mãos limpamos as nossas lágrimas e as lágrimas alheias.

E nos dois extremos da vida, quando abrimos os olhos para o mundo e quando os fechamos para sempre ainda as mãos prevalecem.

Quando nascemos, para nos levar a carícia do primeiro beijo, são as mãos maternas que nos seguram o corpo pequenino.

E no fim da vida, quando os olhos fecham e o coração pára, o corpo gela e os sentidos desaparecem, são as mãos, ainda brancas de cera que continuam na morte as funções da vida.

E as mãos dos amigos nos conduzem...
E as mãos dos coveiros nos enterram!

BIBI FERREIRA IN CONCERT III – POP   


Agora um vídeo onde temos a interpretação de Bibi Ferreira no Programa do Jô


Beleza questão de gosto


A ditadura da beleza me levou a pensar sobre como podemos entender realmente o que é ser bonito, ser bonito nos dias atuais, é ser magro, com músculos, estão confundindo ser copias, com beleza, a beleza é saúde, é estar bem, é viver sua vida sem pensar no que outros acham de seu corpo, ser loiro, moreno, careca, isso não muda seu caráter, esse sim deveria ser um questionamento principalmente em época de eleição como estamos vivendo nesse ano, caráter: é um conjunto de características e traços relativos à maneira de agir e de reagir de um indivíduo ou de um grupo. É um feitio moral. É a firmeza e coerência de atitudes.



Esse ato de ter ou não ele deveria ser levado mais em conta, que se meu rosto está caindo, a gravidade é e sempre será a grande vencedora, viver sem ficar velho é algo impossível, podemos sim ter uma doce ilusão que não estamos velhos por que nossa embalagem ainda aparenta meia idade, mas afinal velhice é experiência, é ter autoconhecimento e entender o mundo em sua volta, a pele é algo que a cada dia tem fim, como todos teremos um dia. 

Ditar qual o peso é ideal, que roupa devemos usar, que cor deve ser nosso cabelo, isso é se perder, não ter capacidade de ser alguém especial, nós humanos temos essa capacidade de ser único, não uma mera copia que reproduz atos e ações de algum famoso ou alguma pessoa popular. Ser ou não ser, é essa a grande engrenagem da vida humana.



Gosto desse vídeo por que expõe como a ditadura faz com que nossos sonhos não sejam nossos e sim um reflexo de algo que alguém sonhou por nós. Nunca viva sua vida em função do outro afinal nem sempre esse outro estará dentro de você, em algum momento ele vai e sua personalidade é o que permanece em sua infinita solidão do eu pensante.

Em uma rede social a Top brasileira Gisele Bündchen respondeu a perguntas de seus seguidores sobre uma possível cirurgia plastica  no nariz que fez no começo da carreira: "Quando eu comecei a trabalhar, era muito jovem, tinha 14 anos e me achava meio estranha. Assim como tinham pessoas que gostavam de algo em mim, muitas achavam todos os tipos de defeitos, como meu peito e nariz, que eram considerados grandes para os padrões da moda. As críticas me deixavam triste, mas mudar o meu nariz ou qualquer outra coisa não era uma opção. Lembro que, na época, meu pai me disse: “Gisele, quem tem personalidade tem nariz grande e você tem muita personalidade”. Isso fez me sentir melhor. No final das contas, acredito que essas críticas foram uma benção na minha vida, pois me incentivaram a trabalhar duro, focar em outras qualidades que tinha, descobrir meus melhores ângulos e sempre dar o meu melhor. Percebi que a beleza física era e sempre será apenas uma questão de gosto."

Recomendo assistirem esse seriado da tv norte americana que tem como pano de fundo o consultório medico de dois cirurgiões e os pacientes sempre tem uma ligação com os dilemas que os dois vivem em suas vidas particulares, é ótima, é empolgante e cativante: NIP/TUCK



Um vídeo que produzi com algumas cenas resumindo momentos importantes do seriado, espero que gostem:


  • Tell me, what you don´t like about yourself? (Me diga, o que você não gosta em si mesmo?)
Os fãs de Nip/Tuck eram mais do que acostumados a situações bizarras e improváveis. Mesmo assim, dava para ficar pensando: o que ainda eles podem inventar? Mas independente da personagem do dia, sejam gêmeas procurando identidade única, uma viciada em cirurgias plásticas, ou quem sabe uma prostituta com as chagas de Cristo, Sean e Cristian  estavam sempre em suas cadeiras perguntando aos seus pacientes: Diga, o que você não gosta em si mesmo?

Vídeo promocional da 6° Temporada: